No desespero, descobrimos quem somos…

No frio, sentimos na pele.

Na tempestade, procuramos abrigo.

Na loucura, alívio.

E mesmo assim, ainda não temos alguém que por nós, reze.

Na insônia, inspiração.

Na decepção, força.

Na agonía, descobrimos nossos limites.

Limites que antes pensávamos que fossem bem menores.

No desabafo, encontramos solidão.

Na platéia, cadeiras vazias.

Mesmo quem está lá, está escondido.

Porque, a graça mesmo, é ver o show sem que os atores saibam.

No ego, encontramos defeitos.

Nas companias, encontramos vazio.

E eles, em nós encontram o mesmo.

E nesse sentido, um quer preencher o outro com seu próprio conteúdo.

Na distância, encontramos um porto.

E desesperadamente tentamos encurtá-la.

Entretanto, o porto só é seguro enquanto é distante.


Aportar seria um erro?

Na saudade, encontramos solidão.

A falta que o que um dia ja foi seu faz.

Nos caminhos separados, descobrimos que não existem mais atalhos.

Mas o sacrifício é capaz de cortar a estrada.

No íntimo, encontramos a verdade.

Na verdade, encontramos o que escondemos.

E no que escondemos, encontramos desespero.

Mas, se no desespero, descobrimos quem somos, pode-se dizer que somos o que escondemos. E se o que escondemos é a verdade…

Então vivemos uma mentira.

Este texto vai para você, e para ninguém. Porque o homem triste voltou, com motivos diferentes, mas a mesma melancolia, digna de 2 linhas de nota.

“Essa sala era tão grande, e as paredes tão distantes(…)” – R.Sigma.

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~ por Dunncan em 13 de setembro de 2010.

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